quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Tatianna Raquel Podcast Episódio 32: "Por dentro de Abayo, Mar Azul e muito sereísmo (pra ser franco)"

Olá, gente! Fala Tatianna Raquel e este é o meu podcast, aqui neste blog. Cada quinzena um assunto diferente pra você ficar bem informado no que rola por aí (acompanha também a versão em áudio, disponível em Mp3 para baixar e escutar no iPod Touch, no iPhone ou no Tablet. 
Bom divertimento! 

Que tal ficar por dentro das 3 coisas náuticas e assuntos sobre o que ocorre por aí além disso? Preste atenção! 

Abayo: mais emoção náutica, menos sofrimento

Como já falei na postagem anterior, "Abayo" é usado pra substituir a palavra "sayonara" (adeus, até logo) ou "matane" (até logo) e significa "eu estarei aí" (tradução literal) ou "te vejo lá" (tradução livre). 

De acordo com o dicionário urbano, ao contrário do que o cartaz anterior tem escrito, não é necessariamente uma forma rude para dizer "adeus" ou apenas usadas quando você está com raiva de alguém. Mesmo (assim como a maioria das palavras de gíria), se usada no contexto apropriado, pode ser interpretado como sendo desconsiderado ou sarcástico. Mas Yasutaroh To e seu amigo, ao ignorar essa tal desconsideração sobre essa palavra que serve pra substituir o "até logo", pensaram: "Por que não compor uma música que fala de um cara que se despede da garota e parte pra outra cidade a bordo do navio?" O resultado foi "Abayo" ("Te vejo lá!"), que se tornou um hit na interpretação de Kiyoshi Hikawa. E não adianta desconsiderar: todo mundo adora, a mulherada também e quem adora essa canção também a canta em pleno karaokê. A música "Abayo" vai ser essa, como a trilha sonora de seus momentos em alto-mar, e sei que você vai gostar - e gosta muito! 

Mar Azul, Espuma Branca: os opostos (frequentemente) se atraem

Mar azul, espuma branca (V sinyem morye, v belom penye…, 1984) é o desenho animado produzido e dirigido por Robert Saakyants (falecido em 2009) na Armênia. Fala sobre o garoto (neto de um pescador) que encontra a garrafa e ao abri-la, surge um mago que o conduz ao reino subaquático para que ele faça do garoto rico e feliz… e talvez se case com a Filha do Rei do Mar. É de lá que vem a canção, "Garoto, fique com a gente!", um dos hits de sucesso por lá, que 30 anos depois, ganhou minha versão em português, que se tornou um maior sucesso no Brasil. 

Apesar de uma história antiga (de acordo com Alex Smirnov, do blog Russia Travel), o desenho animado é cheio de alusões às realidades modernas. É especialmente relevante nas realidades russas contemporâneas onde os principais valores de muitas pessoas são apenas dinheiro e poder. Mas, contrário ao que Alex Smirnov explica, o clipe da música incorporada no desenho animado armênio de língua russa, "Garoto, fique com a gente!", aborda temas especificados do nosso tempo atual: naufrágio, riqueza, prosperidade e felicidade. É também especialmente relevante nas realidades brasileiras  contemporâneas onde os principais valores de muitas pessoas são não só dinheiro, mas também naufrágio de navios (que ocorre frequentemente, ano após ano). Mas há também uma vida próspera e abundante (muita gente consegue o que deseja - casa, Bolsa Família, etc. - mas a prosperidade é melhor e mais importante do que ganhar grana extra) e ser feliz com quem ama muito (é melhor valorizar o amor e as boas coisas e não mais grana nem poder). Ainda assim, tanto o curta de animação como a música se tornaram um sucesso não só na Armênia, mas na Rússia e CEI também. Já a minha versão em português da mesma música é avessa ao assunto que Alex Smirnov tinha escrito: é alusiva aos relacionamentos "pré-sentimentais" dos dias de hoje. Há uma relevância numa das realidades brasileiras contemporâneas onde o assunto é como as garotas que sonham encontrar um príncipe dos contos de fadas conseguem conhecer sua cara-metade e realizar sonhos de menina. Contrastando com o (e contrário ao) que o Sr. Smirnov tinha escrito sobre valorização de dinheiro e poder na Rússia e CEI, eu a descrevo como uma canção cujo tema é um encontro fabuloso de uma garota com sua cara-metade a fim dele se tornar o par dela, e de uma forma positiva. Aqui no Brasil, claro! Ah, e a versão em português dessa ("Príncipe, Fique Comigo!") acabou virando sucesso no Brasil graças ao tema: como uma garota conhece sua cara-metade junto ao mar, como nos contos de fadas. (Esses russos, viu…) 

Sereias Urbanas: de lenda a coisa real

De acordo com os nórdicos, as sereias eram mulheres-peixe que simbolizavam o perigo dos oceanos. De acordo com algumas lendas bretãs, eram fadas do mar. Para os gregos, as sereias viviam na ilha de Ponnant (França) e eram feiticeiras, e se tornaram em símbolo mitológico da arte da sedução. 

Isso foi superado e depois alterado graças ao célebre conto de Hans Christian Andersen, "A Pequena Sereia" (que se tornou o bem-sucedido desenho da Disney em 1989) e vários outros media populares e a partir de 2012, a sereia passou a conquistar o mundo fashion da cabeça aos pés (daí o termo "sereísmo"). 

A partir deste ano, a sereia passou a se tornar sereia urbana, graças ao lançamento da linha O Boticário Intense Sereias Urbanas e lá foi a mulherada até lá para adquirir essa linha, a fim de se tornarem sereias urbanas. Por isso é que o slogan diz: "Você vira sereia, as outras viram lenda." (É issaí!) Sereia Urbana faz de tudo pra atrair a cara-metade (e faz de tudo mesmo!). O resto é lenda.

Se você gosta das canções Abayo e Garoto, Fique com a Gente (e a versão lusófona Príncipe, fique comigo!), o curta de animação Mar Azul, Espuma Branca… e curte muito a coleção Intense Sereias Urbanas, não dê bola para esse blá-blá-blá dos outros, ouça o que seu coração diz. Assim você vai curtir os mesmos citados acima e se sentir a vontade… junto ao mar! 


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